E então são mais três exercícios da página 103. Podem começar. E o primeiro exercício questionava quem era o es... ex... espect... expect... Seria espectador? Expetador? Oh, Deus! Dúvida cruel! Pois bem... Este é o tipo de situação difícil em que você se mete involuntariamente. Porque afinal, é ridículo perguntar como se escreve uma palavra tão estupidamente óbvia como essa. Mas, na prática... Digamos que a coisa é diferente. Então, Você toma coragem, estufa o peito e diz, com a boca cheia: "Como é mesmo que se escreve?", mesmo sabendo que pode ser taxado de burro. O que é inaceitável, afinal, é ficar com essa maldita dúvida na cabeça, oras!
E é também nesta hora que você descobre que não é o unico, porque ao ouvir esse tipo de pergunta, todo mundo sempre diz, muito convicto: "É 'X'!" ou "É 'S'!" Mas, depois de três segundos, acontece algo. É como se todas as certezas da vida sumissem. Como se toda aquela convicção fosse em vão, e anos de estudo e leitura, e instrução fossem embora da mente, e você é obrigado a dizer: "poxa! Será que é mesmo?". E este é assunto que gera reovlta na maioria das salas. Alguns protestantes defendem o S. Do outro lado, os defensores do X estão firmes e fortes. Cria-se uma grande tensão. Apenas um dos dois pode estar certo. E apenas um objeto poderá dizer quem está certo. O dicionário. Na biblioteca, a mulher diz: "Mas é óbvio que é com 'S'. Ou será que não?". A Dúvida é amedrontadora. Nunca um simples ponto de interrogação pôde causar tanto medo de estar errado antes. O dicionário confirma; 'S'. A torcida delira! Todos vibram e comemoram! Uns se abraçam, e gritam, felizes! Os errados ficam tristes, abaixam as cabeças. Tudo neste momento é esquecido.
E no final, você se esquece principalmente porque raios queria saber como se escreve expectador... Ou será espectador?
quarta-feira, 29 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
Nonsense Nostálgico
Onde este mundo vai parar.
Essas coisas vivem assim.
Trocas e confusões sem fim,
Um mendigo mancando no jardim,
Nenhuma novidade para mim.
Em dia dos Namorados,
Solteiros para todos os lados.
Tem os modernos e descolados,
Os solteiros irritados,
E até jornaleiros injuriados.
Quantos mais aparecerem,
Mande avisar que são todos carrascos,
Essas meninas que pressionam demais*
Novos tradicionais,
Esse garoto preocupa a gente:
Diz que nem sabe mais...
O que quer.
A loira ou a morena?
Quem faz a cena?
Quantas galinhas numa pena?
Não sei...
*Ai, que menina boba...
Essas coisas vivem assim.
Trocas e confusões sem fim,
Um mendigo mancando no jardim,
Nenhuma novidade para mim.
Em dia dos Namorados,
Solteiros para todos os lados.
Tem os modernos e descolados,
Os solteiros irritados,
E até jornaleiros injuriados.
Quantos mais aparecerem,
Mande avisar que são todos carrascos,
Essas meninas que pressionam demais*
Novos tradicionais,
Esse garoto preocupa a gente:
Diz que nem sabe mais...
O que quer.
A loira ou a morena?
Quem faz a cena?
Quantas galinhas numa pena?
Não sei...
*Ai, que menina boba...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Como Descobrir Quem Manda Em Casa
Minha autoridade é indiscutível. Crianças tem uma paixão incontrolável por chutar minhas pernas, pisar nos meus pés, rir da minha cara, mostrar a língua... Isto quando não fogem de mim, porque realmente, o visual não ajuda. Mas isto acontece apenas com crianças. Com os gatos a história é outra. Eles realmente me respeitam muito. Hoje mesmo, obtive mais uma prova de o poder sobrenatural que exerço sobre os mesmos. Tive de lutar contra uma gata de dois meses de idade por um hamburguer. Creio que não seja necessário dizer quem é mais esperta, e quem ganhou. Após ter 50% do hamburguer vorazmente engolido, eu, em minha tola prepotência humana, pensei ser digno dar-lhe uns bofetões no focinho, para mostrar-lhe meu incontestável domínio sobre seu fraco ser irracional e pequeno. O resultado disso foi um arranhão e uma mordida, que deixaram em meus polegares opositores uma marca da supremacia felina naquela casa. Todavia, eu quero que fique claro, minha cara bichana, que eu sou a mais inteligente e sou eu quem manda aqui, ouviu!?
sábado, 19 de março de 2011
Excentricidade E desproporção, Uma Sutil Definição...
Não existe estabilidade
Não existe sensatez.
Há uma pequena e sonora complexibilidade
Onde, grande, um simples silencio se fez.
Uma dúvida paira no ar em meio à humanidade:
Por que em vão se faz cortês
Quem é corrompido de falsidade
E em princípios há tanta escassez?
Simplesmente sem bom senso, absolutamente sem razão,
Sem medidas, sem motivos,
Não exerce nenhum poder, não possui nenhuma posição.
Absurdamente desprovida de ambição.
Sofre por falta de objetivos
E é extremamente sem noção.
Não existe sensatez.
Há uma pequena e sonora complexibilidade
Onde, grande, um simples silencio se fez.
Uma dúvida paira no ar em meio à humanidade:
Por que em vão se faz cortês
Quem é corrompido de falsidade
E em princípios há tanta escassez?
Simplesmente sem bom senso, absolutamente sem razão,
Sem medidas, sem motivos,
Não exerce nenhum poder, não possui nenhuma posição.
Absurdamente desprovida de ambição.
Sofre por falta de objetivos
E é extremamente sem noção.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A Branca de Neve Junkie
Depois de provas tenebrosas, processos seletivos, listas de classificação, gritos de alegria, medo de trote, revoltas com a passagem, eis que surge novamente a autora psicologicamente instável deste blog cretino, mais alta, mais forte, mais sábia e mais bonita (ignorem a ultima palavra, por favor).
E seria normal pensar: provavelmente, desta vez, ela teria alguma coisa produtiva para postar aqui, mas não! Isto nunca acontecerá! Enfim, temos aqui uma história muito conhecida, de tal aí, que foi mal contada durante séculos. Venho aqui esclarecer esta palhaçada toda!
Caso você tenha tido infância, certamente deve lembrar-se de que um requisito básico a um conto estúpido é o seu começo mais do que peculiar, seguindo a maldição, digo, tradição milenar, famoso e batido “era uma vez” (mais batido do que luto em velório). Pelo menos essa é minha opinião, mas agora, ela não é importante, porque a partir de agora, não existo. Pois, é, mas esqueçam as festas, vocês também não existem queridos. Já explico: a história a seguir, por sua vez fictícia e não recomendada para cults, moralistas e/ou pessoas frescas e donas de gostos refinados - leia-se pessoas que lêem romances proibidos para diabéticos e acham que são intelectuais - passa-se no período medieval da história desse mundo velho e sem porteira, provavelmente em um castelo irlandês ou escocês incrivelmente maravilhoso, feito de pedra e cercado por um jardim muito maior do que o bairro onde você mora, sendo habitada por uma família real, ou seja, mulheres safadinhas com caras de santas, homens frescos que maltratam as tais, crianças pestes, mimadas e arrogantes, e esse tipo de coisa.
E com certeza, o camarada insano e suicida em potencial que suportou sabe Deus como ler esse troço até este ponto, deve com toda a razão perguntar-se o que pode haver de interessante num lugar como este? Em pessoas como tais?
A resposta, clara e objetiva é: nada. Ou quase nada, exceto por um único detalhe: a observação é uma dádiva divina, caro Watson. E a autora estúpida dessa joça nunca chega a lugar algum... E isso tudo foi, com certeza, armado para não dar o braço a torcer, e dizer logo: “era uma vez...” AH, voltando então, ao castelo magnificamente estupendo, essa é a história da Branca de neve, aquela que como diria o mestre: “todos vêem, mas poucos enxergam”. Ela era uma menina feliz e saltitante, que vivia naquele maldito castelo que eu não consigo parar de pensar, com a mãe e o pai, um rei muito bom e generoso, porém desprovido de perspicácia –leia-se burro - que era um ótimo pai, um ótimo rei e é claro, como nunca poderia deixar de ser, um corno espetacular, para cantor sertanejo nenhum botar defeito. Mas esse é um termo pejorativo, que não será mais utilizado nesta merda de história, porque como todos perceberam, eu odeio termos pejorativos, e porque provavelmente, minha avó lerá isto (e para provar por A+B que todos os seres humanos mentem, ela dirá que ficou ótimo!). Mas mesmo assim, fazer o que, ele era corno mesmo, e a culpa não é nenhum pouco minha, porque eu não sou a rainha. A va... digo, Ra! RAINHA, era tão desprovida de vergonha na cara, que foi assassinada pelo chapeleiro, o amante, quando este descobriu o romance com o condutor de charretes! Ora, vamos, não seja tolo de se perguntar de onde saiu esta idéia infame! É a verdade. O rei, levemente babaca, não entendeu o motivo que teria um chapeleiro para matar uma rainha na porrada. O chapeleiro não entendeu porque foi condenado a forca, porque até então, nem que ela era rainha o coitado sabia. O rei entra em depressão, e a menina, tendenciosa e geneticamente safada, aprendeu uma lição: por mais otários que sejam os homens ao seu redor, você deve tomar muito cuidado com eles. Discrição acima de tudo. Faça tudo parecer um acidente. Al Capone rules! Com a morte da primeira, não faltaram mulheres tão falsas e dissimuladas quanto ela para ficar com a coroa, as jóias e o panaca, que apesar de tudo, não era de se jogar fora.
Em dois meses, já estava lá, uma pior do que a rainha. Foi ficando entediada, e entre um camponês lenhador aqui e um jardineiro acolá, gostava bastante de infernizar a vida da garota, que igualmente safada, se encarregava dos filhos dos camponeses e jardineiros. O tempo passando, e um dia o rei descobre que possui câncer no cérebro e cinco dias de vida (medicina medieval surpreendentemente avançada) e logo esticou as canelas. Com isso, a convivência no castelo ficou insuportável, e a jovem fugiu, e para parecer bem rebelde e chocante, resolveu virar a primeira junkie dos contos de fadas, e foi morar na floresta, talvez para procurar elfos e duendes, ou talvez por falta de sensatez e astúcia (percebam que não há muita diferença entre as duas hipóteses). Na floresta, ela encontrou sete homens e ficou ali, morando com eles, numa casinha perto de uma árvore bem grande, e... O QUÊ? Morando ali, com sete homens? Ao melhor estilo “girls just wanna have fun?” Fácil assim? Mas, mas, como... Oh, este mundo está perdido! Moças de família não fazem esse tipo de coisa, não! Cadê a moral? Os bons costumes? A realeza, a decência, onde foram parar? Ah, mas não importa agora! Todos aqui já perceberam que nesta história, assim como na da cinderela, não existem tais palavras. E depois de algum tempo com os “amigos”, Branca de Neve, que tem esse nome ridículo devido ao fato de seu pai biológico ser o homem que limpava a neve do inverno, e de sua mãe não valer uma bala mascada, resolveu dar o fora, mas os homens não queriam porque não havia por ali nenhuma outra garota. Amarraram-na a uma cama, e deram-lhe um boa noite cinderela, que também serve para outras princesas. Enquanto, no meu castelo-sonho-de-consumo a madrasta que nascera puta, digo, que ficara puta por conta do desaparecimento da menina, que quando fugiu levou consigo todas as jóias e toda a grana do castelo, decidiu ir atrás e caçar a menina, nem que fosse a ultima coisa que fizesse, para pegar algo que não era seu por direito, mas que ela insistia em achar que era. E a pistoleira era tão ruim, mas tão ruim que acabou achando a casa dos strippers (anões, é?) escondida na floresta. Quando eles viram a madrasta, pensaram em trocar as duas, e soltar a mais jovem, já que tinham por ela “um apreço imenso” e a outra parecia muito melhor para aquilo que eles queriam, se me entendem. Foram ao centro do vilarejo, acharam o primeiro príncipe otário, digo, aventureiro, dono de uma belo par de olhos verdes, sangue azul e cérebro transparente (eu quis dizer inexistente), disseram-no que havia um feitiço e ele teria de beijar a branca de neve para que ela acordasse daquilo que médicos chamam de coma alcoólico, médiuns chamam de experiência de quase morte, e os irmãos Grimm chamavam apenas de sono profundo. Após cumprido o protocolo, os dois despediram-se de todos, subiram em seu cavalo branco, e partiram rumo a um castelo igual ao outro, e viveram felizes para sempre, ou até o dia em que Branca de Neve foi brutalmente assassinada por um carpinteiro que descobrira seu caso com o mordomo... E fim, graças a Deus! Minha tendinite agradece, pessoal!
E seria normal pensar: provavelmente, desta vez, ela teria alguma coisa produtiva para postar aqui, mas não! Isto nunca acontecerá! Enfim, temos aqui uma história muito conhecida, de tal aí, que foi mal contada durante séculos. Venho aqui esclarecer esta palhaçada toda!
Caso você tenha tido infância, certamente deve lembrar-se de que um requisito básico a um conto estúpido é o seu começo mais do que peculiar, seguindo a maldição, digo, tradição milenar, famoso e batido “era uma vez” (mais batido do que luto em velório). Pelo menos essa é minha opinião, mas agora, ela não é importante, porque a partir de agora, não existo. Pois, é, mas esqueçam as festas, vocês também não existem queridos. Já explico: a história a seguir, por sua vez fictícia e não recomendada para cults, moralistas e/ou pessoas frescas e donas de gostos refinados - leia-se pessoas que lêem romances proibidos para diabéticos e acham que são intelectuais - passa-se no período medieval da história desse mundo velho e sem porteira, provavelmente em um castelo irlandês ou escocês incrivelmente maravilhoso, feito de pedra e cercado por um jardim muito maior do que o bairro onde você mora, sendo habitada por uma família real, ou seja, mulheres safadinhas com caras de santas, homens frescos que maltratam as tais, crianças pestes, mimadas e arrogantes, e esse tipo de coisa.
E com certeza, o camarada insano e suicida em potencial que suportou sabe Deus como ler esse troço até este ponto, deve com toda a razão perguntar-se o que pode haver de interessante num lugar como este? Em pessoas como tais?
A resposta, clara e objetiva é: nada. Ou quase nada, exceto por um único detalhe: a observação é uma dádiva divina, caro Watson. E a autora estúpida dessa joça nunca chega a lugar algum... E isso tudo foi, com certeza, armado para não dar o braço a torcer, e dizer logo: “era uma vez...” AH, voltando então, ao castelo magnificamente estupendo, essa é a história da Branca de neve, aquela que como diria o mestre: “todos vêem, mas poucos enxergam”. Ela era uma menina feliz e saltitante, que vivia naquele maldito castelo que eu não consigo parar de pensar, com a mãe e o pai, um rei muito bom e generoso, porém desprovido de perspicácia –leia-se burro - que era um ótimo pai, um ótimo rei e é claro, como nunca poderia deixar de ser, um corno espetacular, para cantor sertanejo nenhum botar defeito. Mas esse é um termo pejorativo, que não será mais utilizado nesta merda de história, porque como todos perceberam, eu odeio termos pejorativos, e porque provavelmente, minha avó lerá isto (e para provar por A+B que todos os seres humanos mentem, ela dirá que ficou ótimo!). Mas mesmo assim, fazer o que, ele era corno mesmo, e a culpa não é nenhum pouco minha, porque eu não sou a rainha. A va... digo, Ra! RAINHA, era tão desprovida de vergonha na cara, que foi assassinada pelo chapeleiro, o amante, quando este descobriu o romance com o condutor de charretes! Ora, vamos, não seja tolo de se perguntar de onde saiu esta idéia infame! É a verdade. O rei, levemente babaca, não entendeu o motivo que teria um chapeleiro para matar uma rainha na porrada. O chapeleiro não entendeu porque foi condenado a forca, porque até então, nem que ela era rainha o coitado sabia. O rei entra em depressão, e a menina, tendenciosa e geneticamente safada, aprendeu uma lição: por mais otários que sejam os homens ao seu redor, você deve tomar muito cuidado com eles. Discrição acima de tudo. Faça tudo parecer um acidente. Al Capone rules! Com a morte da primeira, não faltaram mulheres tão falsas e dissimuladas quanto ela para ficar com a coroa, as jóias e o panaca, que apesar de tudo, não era de se jogar fora.
Em dois meses, já estava lá, uma pior do que a rainha. Foi ficando entediada, e entre um camponês lenhador aqui e um jardineiro acolá, gostava bastante de infernizar a vida da garota, que igualmente safada, se encarregava dos filhos dos camponeses e jardineiros. O tempo passando, e um dia o rei descobre que possui câncer no cérebro e cinco dias de vida (medicina medieval surpreendentemente avançada) e logo esticou as canelas. Com isso, a convivência no castelo ficou insuportável, e a jovem fugiu, e para parecer bem rebelde e chocante, resolveu virar a primeira junkie dos contos de fadas, e foi morar na floresta, talvez para procurar elfos e duendes, ou talvez por falta de sensatez e astúcia (percebam que não há muita diferença entre as duas hipóteses). Na floresta, ela encontrou sete homens e ficou ali, morando com eles, numa casinha perto de uma árvore bem grande, e... O QUÊ? Morando ali, com sete homens? Ao melhor estilo “girls just wanna have fun?” Fácil assim? Mas, mas, como... Oh, este mundo está perdido! Moças de família não fazem esse tipo de coisa, não! Cadê a moral? Os bons costumes? A realeza, a decência, onde foram parar? Ah, mas não importa agora! Todos aqui já perceberam que nesta história, assim como na da cinderela, não existem tais palavras. E depois de algum tempo com os “amigos”, Branca de Neve, que tem esse nome ridículo devido ao fato de seu pai biológico ser o homem que limpava a neve do inverno, e de sua mãe não valer uma bala mascada, resolveu dar o fora, mas os homens não queriam porque não havia por ali nenhuma outra garota. Amarraram-na a uma cama, e deram-lhe um boa noite cinderela, que também serve para outras princesas. Enquanto, no meu castelo-sonho-de-consumo a madrasta que nascera puta, digo, que ficara puta por conta do desaparecimento da menina, que quando fugiu levou consigo todas as jóias e toda a grana do castelo, decidiu ir atrás e caçar a menina, nem que fosse a ultima coisa que fizesse, para pegar algo que não era seu por direito, mas que ela insistia em achar que era. E a pistoleira era tão ruim, mas tão ruim que acabou achando a casa dos strippers (anões, é?) escondida na floresta. Quando eles viram a madrasta, pensaram em trocar as duas, e soltar a mais jovem, já que tinham por ela “um apreço imenso” e a outra parecia muito melhor para aquilo que eles queriam, se me entendem. Foram ao centro do vilarejo, acharam o primeiro príncipe otário, digo, aventureiro, dono de uma belo par de olhos verdes, sangue azul e cérebro transparente (eu quis dizer inexistente), disseram-no que havia um feitiço e ele teria de beijar a branca de neve para que ela acordasse daquilo que médicos chamam de coma alcoólico, médiuns chamam de experiência de quase morte, e os irmãos Grimm chamavam apenas de sono profundo. Após cumprido o protocolo, os dois despediram-se de todos, subiram em seu cavalo branco, e partiram rumo a um castelo igual ao outro, e viveram felizes para sempre, ou até o dia em que Branca de Neve foi brutalmente assassinada por um carpinteiro que descobrira seu caso com o mordomo... E fim, graças a Deus! Minha tendinite agradece, pessoal!
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
NOVEMBRO?
Novembro, grande novembro... Que saudade sentimos de você, querido! Foi um ano difícil, regado a muitos dias estressantes, chefes irritantes, mulheres com bebês de colo que nos fizeram sair de nossas cadeirinhas nos ônibus, muitas provas infernais de matemática se passaram, muitos dias felizes, muitos aniversários, alguns enterros, inevitável... Mas agora, deslumbrante novembro... Nada disso importa! Pois você voltou, trazendo consigo a alegria incontrolável dos últimos dias do ano e os panettones e enfeites de natal nas lojas... Como é bom vê-lo de volta, amigo novembro, e como é melhor ainda saber que vais passar mais rápido ainda do que os outros meses desse ano-cometa! É claro, novembro traz também certa inquietação, com os famosos vestibulares, vestibulinhos, vestibulões, vestíbulos e etc., mas com um pouco de otimismo, coragem e vergonha na cara para estudar, tudo isso se resolve, afinal, somos brasileiros ou não?! Ah, novembro, inspirador e maravilhoso, alegrando nossas vidas assalariadas! Amamos muito novembro, contudo, o que realmente mais queremos de novembro é que ele passe. Passe rapidamente por nós, deixando uma pergunta que é sempre muito difícil de ser respondida: que dia é hoje?
Vá novembro, vá, você é livre, voe pelo calendário, voe com suas semanas e seus deliciosos feriados, que fazem de você nosso estimado mês relâmpago!
Ah, e é claro, se não for pedir muito, diga a seu amigo dezembro que temos pressa e queremos muito que ele passe por aqui, depressa! Adeus, Novembro!
Vá novembro, vá, você é livre, voe pelo calendário, voe com suas semanas e seus deliciosos feriados, que fazem de você nosso estimado mês relâmpago!
Ah, e é claro, se não for pedir muito, diga a seu amigo dezembro que temos pressa e queremos muito que ele passe por aqui, depressa! Adeus, Novembro!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Evolução Humana
Desde que me conheço por gente - apesar de todos os pesares ainda me permito classificar-me como tal - sei que faz parte do ato humano: nascer, crescer, reproduzir, morrer. Todavia, creio piamente que tal definição certas vezes pode ser estupidamente vaga, insultando assim minha inteligência de proporções britânicas, e, quero fique claro: apenas por este motivo, gostaria de compartilhar com o leitor mais uma de minhas teorias sobre a vida. Sem mais, ei-la aqui: ao decorrer da vida você só APRENDE.
Aprende a respirar chorar e reclamar, comer, dormir, mastigar, sentir dor, falar sem “r”, falar com “r”, engatinhar, depois andar e aí danou-se. Passa a aprender coisas freneticamente: escrever, andar de bicicleta, sentir medo, correr e cair, amarrar o cadarço e depois lavar seus tênis, brincar, rir, desenhar, ir à escola e conseguintemente aprende a ser malandro. Aprende as capitanias hereditárias, aprende que a soma dos quadrados catetos é igual a hipotenusa, aprende que certas vezes cachorros podem comer folhas de sulfite ou de caderno, mas que muito raramente professores acreditam nesta façanha da natureza. Aprende a se adaptar, mas mesmo assim aprende a sentir raiva, a bater e xingar, e aprende que isto não deve ser feito, aprende a esquecer e a não entender certas coisas, aprende a ter problemas e a pedir ajuda, aprende a solucionar problemas e aprende que alguns deles são causados por soluções de outros, aprende que algumas coisas que servem para ajudar as vezes podem atrapalhar, e aprende que isto é parte do jogo. Aprende a ter dúvidas e aprende a questionar coisas. Aprende a responder, aprende a ouvir, aprende a amar, aprende a odiar e infelizmente aprende a desprezar também. Aprende a mentir, e aprende a magoar pessoas que se ama. Logo, aprende a se culpar por coisas das quais não tem culpa, e também a culpar os outros por coisas que você mesmo fez. Aprende a discutir, pedir e perdoar. Aprende que às vezes é preciso ficar sozinho por um tempo, mas que morrer sozinho pode ser horrível. Aprende que bom senso é uma coisa, e medo de mudar é outra bem diferente. Aprende que mudar é preciso, mas que mudar para agradar outros é perigoso.
Aprende a perder o foco e a retomá-lo depois, aprende que é bom ser honesto, mas nem todo mundo é. Aprende que é bom ter uma rotina, mas que às vezes é preciso fugir dela. Aprende que nada é de graça, que toda ação tem reação, que às vezes é necessário se fingir de bobo. Daí você vai aprendendo muitas coisas, como por exemplo, que acidentes e coisas ruins acontecerão mesmo que você não queira, e um pouco depois, você aprende que isso acontece o tempo todo, e não adianta sofrer, porque quanto mais se sofre mais acidentes acontecem. Você aprende... É só uma questão de tempo... Depois você vai aprender que essa frase às vezes pode irritar alguém. Geralmente você aprende só quando alguém te fala isso. Você também vai aprender que é preciso errar, pois errando se aprende. No entanto, você vai aprender também que há muitos modos de se aprender. Você aprende o que é responsabilidade, e que se você levá-la a sério demais, vai aprender o que é dor de cabeça, e que daí a coisa só piora. Aprende também que absolutamente tudo que é demais sobra, e tudo o que sobra é lixo. E que lixo não faz muito bem. Aprende que às vezes (sempre) é preciso tomar certos cuidados, mas que cuidados demais também podem e devem ser jogados no lixo algumas vezes. Aliás, você também aprende que esses cuidados que se deve jogar no lixo são aqueles que te tornam flexível demais, e que jogá-los no lixo é um ato muito flexível. Resumindo toda essa embolação, na essência é mais ou menos o seguinte: extremismo não te leva a lugar nenhum. Flexibilidade demais também não. Isso faz você aprender que tudo é meio complicado. Não ser muito flexível e nem extremista e radical faz as pessoas sem equilíbrio pensarem que você é um idiota e que fica em cima do muro, mas coisa não é bem assim. Você aprende a controlar-se e a não dizer certas coisas com esse tipo de pessoa. Você aprende que às vezes esse tipo de pessoa não deve ouvir o que você tem a dizer, mesmo que isso vá fazê-la melhorar, por um único motivo: talvez ela não esteja preparada. Você aprende que é muito melhor deixar de fazer algumas coisas boas, porque não é a hora certa. você aprende que tudo tem a hora certa, e que no tempo... Ninguém manda.Por essas e outras, você aprende a ter paciência, ainda que a muito custo, e também aprende a perdê-la algumas vezes. Normalmente você começa a aprender a perder a paciência com telefonistas, secretários e operadores de telemarketing, entre outros. Mas um dia, se você tiver sorte, aprenderá que perder a paciência não vai resolver seu problema, ou melhor, só vai piorar tudo. Com toda a certeza, você vai aprender muitas coisas: estudar, trabalhar, amar incondicionalmente, educar, ver e ignorar e também vai aprender a perder e recuperar. Aliás, pode ser que você aprenda mais a perder do que recuperar. Mas tomara que você aprenda a ver isto por um lado positivo: você aprende a se fortalecer. Na sua vida prática você também aprenderá muito, como por exemplo, que o fato de você saber que a soma dos catetos é igual à hipotenusa não a atinge em nenhum ponto, e que aquela meia hora antes do almoço estranhamente nunca parece durar só meia hora. Enfim, pode ser que tu tenhas aprendido milhões e milhões de coisas, mas independente disso ou de qualquer outro fato podes acreditar: Em verdade lhe digo, ó, ser humano: aprenderás muito ao longo de tua vida, mas bom será para ti se, ao final dela, tu aprenderes que não aprendeu nada.
Aprende a respirar chorar e reclamar, comer, dormir, mastigar, sentir dor, falar sem “r”, falar com “r”, engatinhar, depois andar e aí danou-se. Passa a aprender coisas freneticamente: escrever, andar de bicicleta, sentir medo, correr e cair, amarrar o cadarço e depois lavar seus tênis, brincar, rir, desenhar, ir à escola e conseguintemente aprende a ser malandro. Aprende as capitanias hereditárias, aprende que a soma dos quadrados catetos é igual a hipotenusa, aprende que certas vezes cachorros podem comer folhas de sulfite ou de caderno, mas que muito raramente professores acreditam nesta façanha da natureza. Aprende a se adaptar, mas mesmo assim aprende a sentir raiva, a bater e xingar, e aprende que isto não deve ser feito, aprende a esquecer e a não entender certas coisas, aprende a ter problemas e a pedir ajuda, aprende a solucionar problemas e aprende que alguns deles são causados por soluções de outros, aprende que algumas coisas que servem para ajudar as vezes podem atrapalhar, e aprende que isto é parte do jogo. Aprende a ter dúvidas e aprende a questionar coisas. Aprende a responder, aprende a ouvir, aprende a amar, aprende a odiar e infelizmente aprende a desprezar também. Aprende a mentir, e aprende a magoar pessoas que se ama. Logo, aprende a se culpar por coisas das quais não tem culpa, e também a culpar os outros por coisas que você mesmo fez. Aprende a discutir, pedir e perdoar. Aprende que às vezes é preciso ficar sozinho por um tempo, mas que morrer sozinho pode ser horrível. Aprende que bom senso é uma coisa, e medo de mudar é outra bem diferente. Aprende que mudar é preciso, mas que mudar para agradar outros é perigoso.
Aprende a perder o foco e a retomá-lo depois, aprende que é bom ser honesto, mas nem todo mundo é. Aprende que é bom ter uma rotina, mas que às vezes é preciso fugir dela. Aprende que nada é de graça, que toda ação tem reação, que às vezes é necessário se fingir de bobo. Daí você vai aprendendo muitas coisas, como por exemplo, que acidentes e coisas ruins acontecerão mesmo que você não queira, e um pouco depois, você aprende que isso acontece o tempo todo, e não adianta sofrer, porque quanto mais se sofre mais acidentes acontecem. Você aprende... É só uma questão de tempo... Depois você vai aprender que essa frase às vezes pode irritar alguém. Geralmente você aprende só quando alguém te fala isso. Você também vai aprender que é preciso errar, pois errando se aprende. No entanto, você vai aprender também que há muitos modos de se aprender. Você aprende o que é responsabilidade, e que se você levá-la a sério demais, vai aprender o que é dor de cabeça, e que daí a coisa só piora. Aprende também que absolutamente tudo que é demais sobra, e tudo o que sobra é lixo. E que lixo não faz muito bem. Aprende que às vezes (sempre) é preciso tomar certos cuidados, mas que cuidados demais também podem e devem ser jogados no lixo algumas vezes. Aliás, você também aprende que esses cuidados que se deve jogar no lixo são aqueles que te tornam flexível demais, e que jogá-los no lixo é um ato muito flexível. Resumindo toda essa embolação, na essência é mais ou menos o seguinte: extremismo não te leva a lugar nenhum. Flexibilidade demais também não. Isso faz você aprender que tudo é meio complicado. Não ser muito flexível e nem extremista e radical faz as pessoas sem equilíbrio pensarem que você é um idiota e que fica em cima do muro, mas coisa não é bem assim. Você aprende a controlar-se e a não dizer certas coisas com esse tipo de pessoa. Você aprende que às vezes esse tipo de pessoa não deve ouvir o que você tem a dizer, mesmo que isso vá fazê-la melhorar, por um único motivo: talvez ela não esteja preparada. Você aprende que é muito melhor deixar de fazer algumas coisas boas, porque não é a hora certa. você aprende que tudo tem a hora certa, e que no tempo... Ninguém manda.Por essas e outras, você aprende a ter paciência, ainda que a muito custo, e também aprende a perdê-la algumas vezes. Normalmente você começa a aprender a perder a paciência com telefonistas, secretários e operadores de telemarketing, entre outros. Mas um dia, se você tiver sorte, aprenderá que perder a paciência não vai resolver seu problema, ou melhor, só vai piorar tudo. Com toda a certeza, você vai aprender muitas coisas: estudar, trabalhar, amar incondicionalmente, educar, ver e ignorar e também vai aprender a perder e recuperar. Aliás, pode ser que você aprenda mais a perder do que recuperar. Mas tomara que você aprenda a ver isto por um lado positivo: você aprende a se fortalecer. Na sua vida prática você também aprenderá muito, como por exemplo, que o fato de você saber que a soma dos catetos é igual à hipotenusa não a atinge em nenhum ponto, e que aquela meia hora antes do almoço estranhamente nunca parece durar só meia hora. Enfim, pode ser que tu tenhas aprendido milhões e milhões de coisas, mas independente disso ou de qualquer outro fato podes acreditar: Em verdade lhe digo, ó, ser humano: aprenderás muito ao longo de tua vida, mas bom será para ti se, ao final dela, tu aprenderes que não aprendeu nada.
Assinar:
Postagens (Atom)