segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Rumpelstiltskin

Ai que sono! Ô, estagiário, seu cretino, traz um café aqui pra mim, e deixa de ser inútil, anda!

Opa, estamos no ar, é? Ah, claro que estamos aqui, hoje, mais uma vez para contar a vocês queridos, mais uma historinha infantil, dessas lindas, educativas, mágicas e... E... Ah, infantis. Pois bem, esta história que vou contar hoje é a história de vida de Rumpel... Rumpels... é, estagiário, meu querido amigo, o Sr. Pode por favor vir aqui um minutinho? Rumpelstiltskin, senhor, é o nome dele” Claro, claro, Rumpelstiltskin, sim, eu sabia, obviamente, muito obrigado, querido, muito obrigado. Como eu dizia, meus caros, esta é a história de Rumpelstiltskin, um pequeno duende (alguns acreditam se tratar de uma personificação do próprio diabo, mas eu acho que é só pra deixar crianças com mais medo mesmo) provavelmente irlandês, claro (Afinal, é um duende). E sua história de vida começa nas florestas da Irlanda, fazendo aparições para os adolescentes usuários de LSD, para depois roubar suas carteiras, nos idos de 1970. Com o fim da era “flower Power”, o pequeno Rumpel ficou sem rumo e sem trabalho. Os jovens estavam cada vez mais escassos, as bandas da época acabavam, vítimas de overdose surgiam. Enquanto isso, não muito longe dali, um velho moleiro que já havia usado muitas drogas na adolescência, e era afetado por elas (sim, meu caro, todos nesta história tem problemas com drogas ou problemas psicológicos, incluindo a autora), resolveu, assim, do nada, dizer ao rei que, vejam bem: que sua filha sabia transformar PALHA, em OURO. Simples assim. Uma sensatez só este homem, sim. O rei, que também era um pouco fraco e não tinha assim, tanta perspicácia, acreditou. E propôs ao moleiro que sua filha (que como sempre, era linda e charmosa, vejam que graça) fizesse uma leve demonstração de seu poder incrível, trancando-a numa torre com um monte de palha durante três noites. Caso ela não conseguisse tal proeza, seria torturada, molestada, empalada, obviamente, e cortada em pedacinhos, e depois queimada, e depois comeriam seus rins, fígado, coração, cérebro e o resto seria jogado aos cães, que seriam queimados após comerem tudo. Isto foi levemente exagerado, mas novamente, é só para assustar as crianças. Todos aqui, creio eu, sabem que nada disso existe, certo? Não? Oh, meu Deus!

E assim foi, a pobre jovem, vítima de um pai drogado que inventava coisas, e um rei cruel, muito fã do Conde Drácula e do Pink Floyd. Na primeira noite, tomou um pouco de LSD, e ao ver Rumpel adentrar a torre pela janela, ficou embasbacada.

-Oh, acho que exagerei na quantidade de drogas, hoje. Quem é você, e o que faz aqui?

-Eu não vou te falar meu nome ainda, porque a história perderia TODO o sentido. Levando em consideração que ela já não tem sentido algum, é melhor não responder esta pergunta. Mas o que me traz aqui hoje, minha querida, além da sua alucinação, é claro, é o problema em que você se meteu. Seu pai é muito burro! Fiquei com dó, e resolvi ajudar. Mas tudo tem um preço, obviamente.

-Se você puder me ajudar, eu juro que farei o que for preciso!

-Pois bem! Trato feito! MWAHAHAHAHAHA!! Você só precisa me dar este colar aí. Além de transformar tudo isto em ouro, trabalho com erva “da boa”, e você pode ficar com um pouco, tome!

-Oh! muito obrigado, Senhor duende! O senhor é um excelente amigo! Nunca vou poder retribuir!

-AH, VOCÊ VAI, SIM! MWAHAHAHAHAHAHA!!

E assim, Rumpels deu um salto muito rápido, e saiu, janela a fora, transformando tudo em ouro. A jovem ficou maravilhada, mas para não estragar tudo, não disse nada ao rei. Este, por sua vez muito ambicioso, ficou igualmente maravilhado, e colocou mais palha na torre da jovem. Novamente, nesta noite, a jovem lembrou-se da erva que o duende havia lhe oferecido tão gentilmente, e começou a ter mais alucinações. Logo, apareceu o duende novamente, e desta vez, pediu-lhe seu anel, que é um objeto mais caro, transformou a palha toda em ouro (vejam que absurdo esta história, meu Deus!), lhe ofereceu um pouco de cocaína desta vez, e foi embora, saltitando. Na manhã seguinte, o rei voltou para buscar seu ouro, e disse que depois da noite daquele dia, ela seria libertada se conseguisse a proeza novamente. Então, se sentindo muito poderosa com o uso das drogas (um terrível aliciador, este Rumpelstiltskin), ela consome toda a cocaína oferecida pelo seu amiguinho verde. Quando ele chega, pergunta-lhe o que ela tem para lhe dar em troca das drogas e do ouro. Não tendo nada de valioso ali, a pobre se vê obrigada, em todo o seu vício, a se prostituir, e ainda vender um futuro filho para o tal duende. Depois de terminado o “serviço” o pequeno diz, arrumando suas calças:

-Veja, eu lhe ajudarei novamente, mas em troca disso, você deve ter um filho com o rei, e eu voltarei para buscá-lo quando isto acontecer.

Transformou novamente a palha em ouro, e saiu dali. Pela manhã, o rei chegou até o alto da torre, e viu o seu tão amado ouro, e sua futura esposa. Pela primeira vez, como homem de negócios que era, ele reparou nas qualidades da jovem, e anunciou seu casamento com ela. Não demorou muito tempo, até que veio seu primeiro filho. E Rumpels retorna ao reino, secretamente, para buscar seu futuro acessor. Já que a onda setentista havia acabado, e ele não sabia o que fazer para os anos 80, resolveu virar um grande ídolo pop, e causar polêmica junto com o garotinho, e fazer muita fama e dinheiro cantando. Mas infelizmente, seus planos foram por água abaixo quando soube que a rainha perdeu a criança, devido ao uso de drogas fortes. Ficou extremamente nervoso, mas decidiu que iria enganar a rainha, que não era tão inteligente.e chegando lá, disse a ela:

-Veja, minha cara, o mundo das drogas não te levará a lugar nenhum. Eu lhe darei mais uma chance de pagar sua dívida comigo, não só porque sou um traficante de família, mas também porque eu sei o que você já sofreu com tudo isso. Você tem que advinhar meu nome. Apenas. No entanto, eu não terei piedade de você novamente se falhar. Eu e meus capangas estaremos de olho em você, e o microondas lhe aguarda se não descobrir a tempo. Voltarei amanhã.

E assim foi, a madrugada toda, tentado advinhar o nome do bendito duende, até que, ao olhar pela janela, viu o próprio, cantando e dançando em volta de uma fogueira, com uma garrafa de rum e outra de uísque. E parou para ouvir o que dizia:

“ Duendes malditos, duendes malditos, traficando marijuanna, duendes malditos, duendes malditos, me chamo Rumpelstiltskin e ninguém nunca saberá, lalalalala..”

Então, depois que se deu conta do que estava fazendo, era tarde demais. Ao voltar no outro dia, numa ressaca interminável, encontrou-se com a rainha, e perguntou-lhe seu nome. Ela prontamente respondeu:

-Seu nome é Rumpelstiltskin. E você é burro demais.

Então, ele ficou extremamente nervoso, e matou todos ao seu redor.

FIM.

domingo, 3 de julho de 2011

A Todos Os Amigos (Que Assim Me Consideram)

Eu te darei meu mundo. Sem nenhuma palavra, te direi em quais dias me odiar. Quando for preciso, estarei ao teu lado. Te darei meu tempo e minha disposição quando se sentir mal, tendo-os livres ou não. Te mostrarei meu sorriso mais sincero quando tua única vontade for chorar. Pedirei desculpas quando for capaz, e dessa maneira também perdoarei. Te mostrarei o caminho quando couber a mim, e quando couber a mim irei contigo até o final. Te direi o que não gostas de escutar se assim for necessário.
Eu te darei o meu mundo. Conquistarei, à minha maneira, teu amor, teu ódio ou tua indiferença. Se assim me for permitido, te ensinarei o que sei, por mais que seja poquíssima coisa. Abrirei meu coração quando ele sentir que está em boa companhia, porque ele foi feito para ser ouvido intensamente até o fim dos meus dias. Por isso, te peço toda a sua compreenção. Te peço toda a tua sinceridade. Assim como, de minha parte terás ambas as coisas.
Terás de um ser sempre pequeno, fraco, arrogante e patético , a cada novo dia um sorriso mais forte e sincero. Portanto, ao veres este sorriso, tenha sempre a certeza de que, bem ou mal, tens contribuído para que ele permaneça vivo como sempre. E este é o meu mundo... Amigo.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O 'S' da Questão

E então são mais três exercícios da página 103. Podem começar. E o primeiro exercício questionava quem era o es... ex... espect... expect... Seria espectador? Expetador? Oh, Deus! Dúvida cruel! Pois bem... Este é o tipo de situação difícil em que você se mete involuntariamente. Porque afinal, é ridículo perguntar como se escreve uma palavra tão estupidamente óbvia como essa. Mas, na prática... Digamos que a coisa é diferente. Então, Você toma coragem, estufa o peito e diz, com a boca cheia: "Como é mesmo que se escreve?", mesmo sabendo que pode ser taxado de burro. O que é inaceitável, afinal, é ficar com essa maldita dúvida na cabeça, oras!
E é também nesta hora que você descobre que não é o unico, porque ao ouvir esse tipo de pergunta, todo mundo sempre diz, muito convicto: "É 'X'!" ou "É 'S'!" Mas, depois de três segundos, acontece algo. É como se todas as certezas da vida sumissem. Como se toda aquela convicção fosse em vão, e anos de estudo e leitura, e instrução fossem embora da mente, e você é obrigado a dizer: "poxa! Será que é mesmo?". E este é assunto que gera reovlta na maioria das salas. Alguns protestantes defendem o S. Do outro lado, os defensores do X estão firmes e fortes. Cria-se uma grande tensão. Apenas um dos dois pode estar certo. E apenas um objeto poderá dizer quem está certo. O dicionário. Na biblioteca, a mulher diz: "Mas é óbvio que é com 'S'. Ou será que não?". A Dúvida é amedrontadora. Nunca um simples ponto de interrogação pôde causar tanto medo de estar errado antes. O dicionário confirma; 'S'. A torcida delira! Todos vibram e comemoram! Uns se abraçam, e gritam, felizes! Os errados ficam tristes, abaixam as cabeças. Tudo neste momento é esquecido.
E no final, você se esquece principalmente porque raios queria saber como se escreve expectador... Ou será espectador?

sábado, 11 de junho de 2011

Nonsense Nostálgico

Onde este mundo vai parar.
Essas coisas vivem assim.
Trocas e confusões sem fim,
Um mendigo mancando no jardim,
Nenhuma novidade para mim.

Em dia dos Namorados,
Solteiros para todos os lados.
Tem os modernos e descolados,
Os solteiros irritados,
E até jornaleiros injuriados.

Quantos mais aparecerem,
Mande avisar que são todos carrascos,
Essas meninas que pressionam demais*
Novos tradicionais,
Esse garoto preocupa a gente:
Diz que nem sabe mais...
O que quer.

A loira ou a morena?
Quem faz a cena?
Quantas galinhas numa pena?
Não sei...

*Ai, que menina boba...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Como Descobrir Quem Manda Em Casa

Minha autoridade é indiscutível. Crianças tem uma paixão incontrolável por chutar minhas pernas, pisar nos meus pés, rir da minha cara, mostrar a língua... Isto quando não fogem de mim, porque realmente, o visual não ajuda. Mas isto acontece apenas com crianças. Com os gatos a história é outra. Eles realmente me respeitam muito. Hoje mesmo, obtive mais uma prova de o poder sobrenatural que exerço sobre os mesmos. Tive de lutar contra uma gata de dois meses de idade por um hamburguer. Creio que não seja necessário dizer quem é mais esperta, e quem ganhou. Após ter 50% do hamburguer vorazmente engolido, eu, em minha tola prepotência humana, pensei ser digno dar-lhe uns bofetões no focinho, para mostrar-lhe meu incontestável domínio sobre seu fraco ser irracional e pequeno. O resultado disso foi um arranhão e uma mordida, que deixaram em meus polegares opositores uma marca da supremacia felina naquela casa. Todavia, eu quero que fique claro, minha cara bichana, que eu sou a mais inteligente e sou eu quem manda aqui, ouviu!?

sábado, 19 de março de 2011

Excentricidade E desproporção, Uma Sutil Definição...

Não existe estabilidade
Não existe sensatez.
Há uma pequena e sonora complexibilidade
Onde, grande, um simples silencio se fez.

Uma dúvida paira no ar em meio à humanidade:
Por que em vão se faz cortês
Quem é corrompido de falsidade
E em princípios há tanta escassez?

Simplesmente sem bom senso, absolutamente sem razão,
Sem medidas, sem motivos,
Não exerce nenhum poder, não possui nenhuma posição.

Absurdamente desprovida de ambição.
Sofre por falta de objetivos
E é extremamente sem noção.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A Branca de Neve Junkie

Depois de provas tenebrosas, processos seletivos, listas de classificação, gritos de alegria, medo de trote, revoltas com a passagem, eis que surge novamente a autora psicologicamente instável deste blog cretino, mais alta, mais forte, mais sábia e mais bonita (ignorem a ultima palavra, por favor).
E seria normal pensar: provavelmente, desta vez, ela teria alguma coisa produtiva para postar aqui, mas não! Isto nunca acontecerá! Enfim, temos aqui uma história muito conhecida, de tal aí, que foi mal contada durante séculos. Venho aqui esclarecer esta palhaçada toda!
Caso você tenha tido infância, certamente deve lembrar-se de que um requisito básico a um conto estúpido é o seu começo mais do que peculiar, seguindo a maldição, digo, tradição milenar, famoso e batido “era uma vez” (mais batido do que luto em velório). Pelo menos essa é minha opinião, mas agora, ela não é importante, porque a partir de agora, não existo. Pois, é, mas esqueçam as festas, vocês também não existem queridos. Já explico: a história a seguir, por sua vez fictícia e não recomendada para cults, moralistas e/ou pessoas frescas e donas de gostos refinados - leia-se pessoas que lêem romances proibidos para diabéticos e acham que são intelectuais - passa-se no período medieval da história desse mundo velho e sem porteira, provavelmente em um castelo irlandês ou escocês incrivelmente maravilhoso, feito de pedra e cercado por um jardim muito maior do que o bairro onde você mora, sendo habitada por uma família real, ou seja, mulheres safadinhas com caras de santas, homens frescos que maltratam as tais, crianças pestes, mimadas e arrogantes, e esse tipo de coisa.
E com certeza, o camarada insano e suicida em potencial que suportou sabe Deus como ler esse troço até este ponto, deve com toda a razão perguntar-se o que pode haver de interessante num lugar como este? Em pessoas como tais?
A resposta, clara e objetiva é: nada. Ou quase nada, exceto por um único detalhe: a observação é uma dádiva divina, caro Watson. E a autora estúpida dessa joça nunca chega a lugar algum... E isso tudo foi, com certeza, armado para não dar o braço a torcer, e dizer logo: “era uma vez...” AH, voltando então, ao castelo magnificamente estupendo, essa é a história da Branca de neve, aquela que como diria o mestre: “todos vêem, mas poucos enxergam”. Ela era uma menina feliz e saltitante, que vivia naquele maldito castelo que eu não consigo parar de pensar, com a mãe e o pai, um rei muito bom e generoso, porém desprovido de perspicácia –leia-se burro - que era um ótimo pai, um ótimo rei e é claro, como nunca poderia deixar de ser, um corno espetacular, para cantor sertanejo nenhum botar defeito. Mas esse é um termo pejorativo, que não será mais utilizado nesta merda de história, porque como todos perceberam, eu odeio termos pejorativos, e porque provavelmente, minha avó lerá isto (e para provar por A+B que todos os seres humanos mentem, ela dirá que ficou ótimo!). Mas mesmo assim, fazer o que, ele era corno mesmo, e a culpa não é nenhum pouco minha, porque eu não sou a rainha. A va... digo, Ra! RAINHA, era tão desprovida de vergonha na cara, que foi assassinada pelo chapeleiro, o amante, quando este descobriu o romance com o condutor de charretes! Ora, vamos, não seja tolo de se perguntar de onde saiu esta idéia infame! É a verdade. O rei, levemente babaca, não entendeu o motivo que teria um chapeleiro para matar uma rainha na porrada. O chapeleiro não entendeu porque foi condenado a forca, porque até então, nem que ela era rainha o coitado sabia. O rei entra em depressão, e a menina, tendenciosa e geneticamente safada, aprendeu uma lição: por mais otários que sejam os homens ao seu redor, você deve tomar muito cuidado com eles. Discrição acima de tudo. Faça tudo parecer um acidente. Al Capone rules! Com a morte da primeira, não faltaram mulheres tão falsas e dissimuladas quanto ela para ficar com a coroa, as jóias e o panaca, que apesar de tudo, não era de se jogar fora.
Em dois meses, já estava lá, uma pior do que a rainha. Foi ficando entediada, e entre um camponês lenhador aqui e um jardineiro acolá, gostava bastante de infernizar a vida da garota, que igualmente safada, se encarregava dos filhos dos camponeses e jardineiros. O tempo passando, e um dia o rei descobre que possui câncer no cérebro e cinco dias de vida (medicina medieval surpreendentemente avançada) e logo esticou as canelas. Com isso, a convivência no castelo ficou insuportável, e a jovem fugiu, e para parecer bem rebelde e chocante, resolveu virar a primeira junkie dos contos de fadas, e foi morar na floresta, talvez para procurar elfos e duendes, ou talvez por falta de sensatez e astúcia (percebam que não há muita diferença entre as duas hipóteses). Na floresta, ela encontrou sete homens e ficou ali, morando com eles, numa casinha perto de uma árvore bem grande, e... O QUÊ? Morando ali, com sete homens? Ao melhor estilo “girls just wanna have fun?” Fácil assim? Mas, mas, como... Oh, este mundo está perdido! Moças de família não fazem esse tipo de coisa, não! Cadê a moral? Os bons costumes? A realeza, a decência, onde foram parar? Ah, mas não importa agora! Todos aqui já perceberam que nesta história, assim como na da cinderela, não existem tais palavras. E depois de algum tempo com os “amigos”, Branca de Neve, que tem esse nome ridículo devido ao fato de seu pai biológico ser o homem que limpava a neve do inverno, e de sua mãe não valer uma bala mascada, resolveu dar o fora, mas os homens não queriam porque não havia por ali nenhuma outra garota. Amarraram-na a uma cama, e deram-lhe um boa noite cinderela, que também serve para outras princesas. Enquanto, no meu castelo-sonho-de-consumo a madrasta que nascera puta, digo, que ficara puta por conta do desaparecimento da menina, que quando fugiu levou consigo todas as jóias e toda a grana do castelo, decidiu ir atrás e caçar a menina, nem que fosse a ultima coisa que fizesse, para pegar algo que não era seu por direito, mas que ela insistia em achar que era. E a pistoleira era tão ruim, mas tão ruim que acabou achando a casa dos strippers (anões, é?) escondida na floresta. Quando eles viram a madrasta, pensaram em trocar as duas, e soltar a mais jovem, já que tinham por ela “um apreço imenso” e a outra parecia muito melhor para aquilo que eles queriam, se me entendem. Foram ao centro do vilarejo, acharam o primeiro príncipe otário, digo, aventureiro, dono de uma belo par de olhos verdes, sangue azul e cérebro transparente (eu quis dizer inexistente), disseram-no que havia um feitiço e ele teria de beijar a branca de neve para que ela acordasse daquilo que médicos chamam de coma alcoólico, médiuns chamam de experiência de quase morte, e os irmãos Grimm chamavam apenas de sono profundo. Após cumprido o protocolo, os dois despediram-se de todos, subiram em seu cavalo branco, e partiram rumo a um castelo igual ao outro, e viveram felizes para sempre, ou até o dia em que Branca de Neve foi brutalmente assassinada por um carpinteiro que descobrira seu caso com o mordomo... E fim, graças a Deus! Minha tendinite agradece, pessoal!