Novembro, grande novembro... Que saudade sentimos de você, querido! Foi um ano difícil, regado a muitos dias estressantes, chefes irritantes, mulheres com bebês de colo que nos fizeram sair de nossas cadeirinhas nos ônibus, muitas provas infernais de matemática se passaram, muitos dias felizes, muitos aniversários, alguns enterros, inevitável... Mas agora, deslumbrante novembro... Nada disso importa! Pois você voltou, trazendo consigo a alegria incontrolável dos últimos dias do ano e os panettones e enfeites de natal nas lojas... Como é bom vê-lo de volta, amigo novembro, e como é melhor ainda saber que vais passar mais rápido ainda do que os outros meses desse ano-cometa! É claro, novembro traz também certa inquietação, com os famosos vestibulares, vestibulinhos, vestibulões, vestíbulos e etc., mas com um pouco de otimismo, coragem e vergonha na cara para estudar, tudo isso se resolve, afinal, somos brasileiros ou não?! Ah, novembro, inspirador e maravilhoso, alegrando nossas vidas assalariadas! Amamos muito novembro, contudo, o que realmente mais queremos de novembro é que ele passe. Passe rapidamente por nós, deixando uma pergunta que é sempre muito difícil de ser respondida: que dia é hoje?
Vá novembro, vá, você é livre, voe pelo calendário, voe com suas semanas e seus deliciosos feriados, que fazem de você nosso estimado mês relâmpago!
Ah, e é claro, se não for pedir muito, diga a seu amigo dezembro que temos pressa e queremos muito que ele passe por aqui, depressa! Adeus, Novembro!
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Evolução Humana
Desde que me conheço por gente - apesar de todos os pesares ainda me permito classificar-me como tal - sei que faz parte do ato humano: nascer, crescer, reproduzir, morrer. Todavia, creio piamente que tal definição certas vezes pode ser estupidamente vaga, insultando assim minha inteligência de proporções britânicas, e, quero fique claro: apenas por este motivo, gostaria de compartilhar com o leitor mais uma de minhas teorias sobre a vida. Sem mais, ei-la aqui: ao decorrer da vida você só APRENDE.
Aprende a respirar chorar e reclamar, comer, dormir, mastigar, sentir dor, falar sem “r”, falar com “r”, engatinhar, depois andar e aí danou-se. Passa a aprender coisas freneticamente: escrever, andar de bicicleta, sentir medo, correr e cair, amarrar o cadarço e depois lavar seus tênis, brincar, rir, desenhar, ir à escola e conseguintemente aprende a ser malandro. Aprende as capitanias hereditárias, aprende que a soma dos quadrados catetos é igual a hipotenusa, aprende que certas vezes cachorros podem comer folhas de sulfite ou de caderno, mas que muito raramente professores acreditam nesta façanha da natureza. Aprende a se adaptar, mas mesmo assim aprende a sentir raiva, a bater e xingar, e aprende que isto não deve ser feito, aprende a esquecer e a não entender certas coisas, aprende a ter problemas e a pedir ajuda, aprende a solucionar problemas e aprende que alguns deles são causados por soluções de outros, aprende que algumas coisas que servem para ajudar as vezes podem atrapalhar, e aprende que isto é parte do jogo. Aprende a ter dúvidas e aprende a questionar coisas. Aprende a responder, aprende a ouvir, aprende a amar, aprende a odiar e infelizmente aprende a desprezar também. Aprende a mentir, e aprende a magoar pessoas que se ama. Logo, aprende a se culpar por coisas das quais não tem culpa, e também a culpar os outros por coisas que você mesmo fez. Aprende a discutir, pedir e perdoar. Aprende que às vezes é preciso ficar sozinho por um tempo, mas que morrer sozinho pode ser horrível. Aprende que bom senso é uma coisa, e medo de mudar é outra bem diferente. Aprende que mudar é preciso, mas que mudar para agradar outros é perigoso.
Aprende a perder o foco e a retomá-lo depois, aprende que é bom ser honesto, mas nem todo mundo é. Aprende que é bom ter uma rotina, mas que às vezes é preciso fugir dela. Aprende que nada é de graça, que toda ação tem reação, que às vezes é necessário se fingir de bobo. Daí você vai aprendendo muitas coisas, como por exemplo, que acidentes e coisas ruins acontecerão mesmo que você não queira, e um pouco depois, você aprende que isso acontece o tempo todo, e não adianta sofrer, porque quanto mais se sofre mais acidentes acontecem. Você aprende... É só uma questão de tempo... Depois você vai aprender que essa frase às vezes pode irritar alguém. Geralmente você aprende só quando alguém te fala isso. Você também vai aprender que é preciso errar, pois errando se aprende. No entanto, você vai aprender também que há muitos modos de se aprender. Você aprende o que é responsabilidade, e que se você levá-la a sério demais, vai aprender o que é dor de cabeça, e que daí a coisa só piora. Aprende também que absolutamente tudo que é demais sobra, e tudo o que sobra é lixo. E que lixo não faz muito bem. Aprende que às vezes (sempre) é preciso tomar certos cuidados, mas que cuidados demais também podem e devem ser jogados no lixo algumas vezes. Aliás, você também aprende que esses cuidados que se deve jogar no lixo são aqueles que te tornam flexível demais, e que jogá-los no lixo é um ato muito flexível. Resumindo toda essa embolação, na essência é mais ou menos o seguinte: extremismo não te leva a lugar nenhum. Flexibilidade demais também não. Isso faz você aprender que tudo é meio complicado. Não ser muito flexível e nem extremista e radical faz as pessoas sem equilíbrio pensarem que você é um idiota e que fica em cima do muro, mas coisa não é bem assim. Você aprende a controlar-se e a não dizer certas coisas com esse tipo de pessoa. Você aprende que às vezes esse tipo de pessoa não deve ouvir o que você tem a dizer, mesmo que isso vá fazê-la melhorar, por um único motivo: talvez ela não esteja preparada. Você aprende que é muito melhor deixar de fazer algumas coisas boas, porque não é a hora certa. você aprende que tudo tem a hora certa, e que no tempo... Ninguém manda.Por essas e outras, você aprende a ter paciência, ainda que a muito custo, e também aprende a perdê-la algumas vezes. Normalmente você começa a aprender a perder a paciência com telefonistas, secretários e operadores de telemarketing, entre outros. Mas um dia, se você tiver sorte, aprenderá que perder a paciência não vai resolver seu problema, ou melhor, só vai piorar tudo. Com toda a certeza, você vai aprender muitas coisas: estudar, trabalhar, amar incondicionalmente, educar, ver e ignorar e também vai aprender a perder e recuperar. Aliás, pode ser que você aprenda mais a perder do que recuperar. Mas tomara que você aprenda a ver isto por um lado positivo: você aprende a se fortalecer. Na sua vida prática você também aprenderá muito, como por exemplo, que o fato de você saber que a soma dos catetos é igual à hipotenusa não a atinge em nenhum ponto, e que aquela meia hora antes do almoço estranhamente nunca parece durar só meia hora. Enfim, pode ser que tu tenhas aprendido milhões e milhões de coisas, mas independente disso ou de qualquer outro fato podes acreditar: Em verdade lhe digo, ó, ser humano: aprenderás muito ao longo de tua vida, mas bom será para ti se, ao final dela, tu aprenderes que não aprendeu nada.
Aprende a respirar chorar e reclamar, comer, dormir, mastigar, sentir dor, falar sem “r”, falar com “r”, engatinhar, depois andar e aí danou-se. Passa a aprender coisas freneticamente: escrever, andar de bicicleta, sentir medo, correr e cair, amarrar o cadarço e depois lavar seus tênis, brincar, rir, desenhar, ir à escola e conseguintemente aprende a ser malandro. Aprende as capitanias hereditárias, aprende que a soma dos quadrados catetos é igual a hipotenusa, aprende que certas vezes cachorros podem comer folhas de sulfite ou de caderno, mas que muito raramente professores acreditam nesta façanha da natureza. Aprende a se adaptar, mas mesmo assim aprende a sentir raiva, a bater e xingar, e aprende que isto não deve ser feito, aprende a esquecer e a não entender certas coisas, aprende a ter problemas e a pedir ajuda, aprende a solucionar problemas e aprende que alguns deles são causados por soluções de outros, aprende que algumas coisas que servem para ajudar as vezes podem atrapalhar, e aprende que isto é parte do jogo. Aprende a ter dúvidas e aprende a questionar coisas. Aprende a responder, aprende a ouvir, aprende a amar, aprende a odiar e infelizmente aprende a desprezar também. Aprende a mentir, e aprende a magoar pessoas que se ama. Logo, aprende a se culpar por coisas das quais não tem culpa, e também a culpar os outros por coisas que você mesmo fez. Aprende a discutir, pedir e perdoar. Aprende que às vezes é preciso ficar sozinho por um tempo, mas que morrer sozinho pode ser horrível. Aprende que bom senso é uma coisa, e medo de mudar é outra bem diferente. Aprende que mudar é preciso, mas que mudar para agradar outros é perigoso.
Aprende a perder o foco e a retomá-lo depois, aprende que é bom ser honesto, mas nem todo mundo é. Aprende que é bom ter uma rotina, mas que às vezes é preciso fugir dela. Aprende que nada é de graça, que toda ação tem reação, que às vezes é necessário se fingir de bobo. Daí você vai aprendendo muitas coisas, como por exemplo, que acidentes e coisas ruins acontecerão mesmo que você não queira, e um pouco depois, você aprende que isso acontece o tempo todo, e não adianta sofrer, porque quanto mais se sofre mais acidentes acontecem. Você aprende... É só uma questão de tempo... Depois você vai aprender que essa frase às vezes pode irritar alguém. Geralmente você aprende só quando alguém te fala isso. Você também vai aprender que é preciso errar, pois errando se aprende. No entanto, você vai aprender também que há muitos modos de se aprender. Você aprende o que é responsabilidade, e que se você levá-la a sério demais, vai aprender o que é dor de cabeça, e que daí a coisa só piora. Aprende também que absolutamente tudo que é demais sobra, e tudo o que sobra é lixo. E que lixo não faz muito bem. Aprende que às vezes (sempre) é preciso tomar certos cuidados, mas que cuidados demais também podem e devem ser jogados no lixo algumas vezes. Aliás, você também aprende que esses cuidados que se deve jogar no lixo são aqueles que te tornam flexível demais, e que jogá-los no lixo é um ato muito flexível. Resumindo toda essa embolação, na essência é mais ou menos o seguinte: extremismo não te leva a lugar nenhum. Flexibilidade demais também não. Isso faz você aprender que tudo é meio complicado. Não ser muito flexível e nem extremista e radical faz as pessoas sem equilíbrio pensarem que você é um idiota e que fica em cima do muro, mas coisa não é bem assim. Você aprende a controlar-se e a não dizer certas coisas com esse tipo de pessoa. Você aprende que às vezes esse tipo de pessoa não deve ouvir o que você tem a dizer, mesmo que isso vá fazê-la melhorar, por um único motivo: talvez ela não esteja preparada. Você aprende que é muito melhor deixar de fazer algumas coisas boas, porque não é a hora certa. você aprende que tudo tem a hora certa, e que no tempo... Ninguém manda.Por essas e outras, você aprende a ter paciência, ainda que a muito custo, e também aprende a perdê-la algumas vezes. Normalmente você começa a aprender a perder a paciência com telefonistas, secretários e operadores de telemarketing, entre outros. Mas um dia, se você tiver sorte, aprenderá que perder a paciência não vai resolver seu problema, ou melhor, só vai piorar tudo. Com toda a certeza, você vai aprender muitas coisas: estudar, trabalhar, amar incondicionalmente, educar, ver e ignorar e também vai aprender a perder e recuperar. Aliás, pode ser que você aprenda mais a perder do que recuperar. Mas tomara que você aprenda a ver isto por um lado positivo: você aprende a se fortalecer. Na sua vida prática você também aprenderá muito, como por exemplo, que o fato de você saber que a soma dos catetos é igual à hipotenusa não a atinge em nenhum ponto, e que aquela meia hora antes do almoço estranhamente nunca parece durar só meia hora. Enfim, pode ser que tu tenhas aprendido milhões e milhões de coisas, mas independente disso ou de qualquer outro fato podes acreditar: Em verdade lhe digo, ó, ser humano: aprenderás muito ao longo de tua vida, mas bom será para ti se, ao final dela, tu aprenderes que não aprendeu nada.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Reflexões Minhas Que Não Pertencem A Mim
11 horas. Será que dá tempo de fazer alguma coisa? Ah, se não der, vai sem dar, que é até melhor! Essa vida... Tenho uma hora, talvez duas, mas vai ser mais do que necessário. Muitas coisas para se fazer, mas a preguiça fica aonde? Hora de almoçar, tem gente aqui gritando comigo! Um par de tênis sujo, cabelo bagunçado, óculos nos últimos dias de vida... Aliás, tenho que marcar a consulta, porque não dá pra fazer outros óculos sem receita. Oh, que vida! Onde foi parar minha organização? Não consigo achar minha disciplina, oh! A determinação e a perseverança sumiram... Junto com o equilíbrio!! Oh, o que vai ser agora? Tem advogados que gostam dessas palhaçadas aqui. Tem advogados me seguindo. Não, não é intimação não. Seguindo aqui mesmo. Tem gente que não me responde! Tem gente que finge que eu não existo. Tem gente que me ama (coitados...) tem gente que me odeia. Tem gente que não sabe que eu sou, nunca ouviu minha voz, mas fala comigo direto. Tem gente que acha que eu toco bem. Tem gente acha que sou espiã do governo. Não, não, não tem. Agora eu exagerei. Pode parecer esquizofrenia, mas eu acho que tem gente querendo me matar. Qual o problema, ora? Tem gente que EU quero matar.Olha lá, tem gente que não entende o que eu digo, porque eu falo muito enrolado. Eu não sei falar coca-cola. Sai tudo enrolado, sempre. Tem gente que diz que eu preciso de dentistas, psicanalistas, oftalmologistas (salve Connan Doyle!!), de fonoaudiólogos (isso é médico?), de otorrinolaringologistas... Tem gente que diz que eu falo alto (imagine...), tem gente que diz que eu falo muito (calúnia!). Tem uns que dizem que eu sou muito grande. Como se não bastasse todo esse povo, agora eu arrumei gente pra dizer que eu virei Cult. Tudo acabado pra mim. Não, não. Eu como pão com mortadela, pessoal! Tem gente que gosta das minhas meias listradas com um pingüim desenhado. O que será que tem pra comer? Filé de frango empanado. Tem gente me ligando e avisando pra não me atrasar, porque não quer chegar tarde. Tem gente que me diz pra parar de escrever besteiras, porque eu vou ficar doida. Tem gente que diz que eu sou doida. Pois é, que coisa insuportável. Tem gente que diz que me ama, mas me odeia. Todo mundo conhece alguém assim. Tem gente que me acha legal, e gente que não me suporta. Tem muita gente que eu não suporto mais. Tem muitas coisas que eu não quero mais ver, mas sou obrigada a ver todos os dias. Tem musicas que me deixam felizes. Tem coisas que eu já decidi, e outras não. tem coisas que eu gosto, e outras nem passo perto. tem pessoas que gostam de coisas que eu faço. A sabedoria popular explica quase tudo: tem doido pra tudo.
sábado, 14 de agosto de 2010
Drama Paternal
E então, ao fim de mais uma interminável noite de sexta-feira, o pai, vermelho de raiva, briga com a esposa, que lia tranquilamente um daqueles romances baratos, melosos a ponto de estrebuchar diabético:
-Não sei como você consegue ficar aí, desse jeito, enquanto sua filha pode estar até sendo vítima de assédio sexual.
-E eu juro que não entendo como é que você consegue fazer tanto drama por causa de um aniversário. E não exagere que o Júlio é um rapaz muito decente. Não é nada disso que você está pensando, aliás, é um rapaz muito educado, inteligente, sensível...
-E VAGABUNDO! É isso que aquele moleque é! Ai, se eu descobrir que ele andou ultrapassando os limites... Juro que mato aquele pirralho!
-Deixe de dizer besteiras, homem, que o menino é tão bonzinho!
-Bonzinho, é? Eu é que sei. Já tive a idade dele, sei muito bem o que é que ele quer. Mas com o meu bebezinho ele não vai mexer!
-Ah, Aroldo! Pare com essa conversa, que você ultimamente anda se preocupando muito com essas besteirinhas aí. Desse jeito lhe ataca a gastrite e você cai de cama de novo, mais uma vez! Agora venha dormir, que é só uma festa de aniversário. Aniversário do seu genro. Seu genro, namorado da sua filha de 25 anos, que de bebezinho e de seu não tem absolutamente NADA, quer você queira, quer não queira, e ponto final. Agora esqueça isso e venha dormir. Vamos, ande!
-Está bem, está bem, eu já vou. Mas eu ainda acho que esse namorinho besta está tomando proporções inadmissíveis, ouviu bem? I-NAD-MIS-SÍ-VEIS!
-Ai, ai, está bem, homem, chega!
Proporções realmente inadmissíveis. Tanto que duas semanas depois anunciaram o casamento. Pobre do Aroldo desmaiou ao ouvir a notícia. Atacou-lhe a gastrite. Foi meio contra, dizia que ele era um fedelho inconseqüente e irresponsável, que eles não tinham maturidade suficiente, que era só uma paixãozinha adolescente, porque afinal, você ainda é adolescente, minha filha, você sabe, não é? No entanto, acabou dando uma trégua no final, e hoje, inclusive, é um ótimo avô, super carinhoso, apesar de continuar firme e forte na idéia de que o Júlio, engenheiro pra lá de bem sucedido, não passa de um menino bobão.
-Não sei como você consegue ficar aí, desse jeito, enquanto sua filha pode estar até sendo vítima de assédio sexual.
-E eu juro que não entendo como é que você consegue fazer tanto drama por causa de um aniversário. E não exagere que o Júlio é um rapaz muito decente. Não é nada disso que você está pensando, aliás, é um rapaz muito educado, inteligente, sensível...
-E VAGABUNDO! É isso que aquele moleque é! Ai, se eu descobrir que ele andou ultrapassando os limites... Juro que mato aquele pirralho!
-Deixe de dizer besteiras, homem, que o menino é tão bonzinho!
-Bonzinho, é? Eu é que sei. Já tive a idade dele, sei muito bem o que é que ele quer. Mas com o meu bebezinho ele não vai mexer!
-Ah, Aroldo! Pare com essa conversa, que você ultimamente anda se preocupando muito com essas besteirinhas aí. Desse jeito lhe ataca a gastrite e você cai de cama de novo, mais uma vez! Agora venha dormir, que é só uma festa de aniversário. Aniversário do seu genro. Seu genro, namorado da sua filha de 25 anos, que de bebezinho e de seu não tem absolutamente NADA, quer você queira, quer não queira, e ponto final. Agora esqueça isso e venha dormir. Vamos, ande!
-Está bem, está bem, eu já vou. Mas eu ainda acho que esse namorinho besta está tomando proporções inadmissíveis, ouviu bem? I-NAD-MIS-SÍ-VEIS!
-Ai, ai, está bem, homem, chega!
Proporções realmente inadmissíveis. Tanto que duas semanas depois anunciaram o casamento. Pobre do Aroldo desmaiou ao ouvir a notícia. Atacou-lhe a gastrite. Foi meio contra, dizia que ele era um fedelho inconseqüente e irresponsável, que eles não tinham maturidade suficiente, que era só uma paixãozinha adolescente, porque afinal, você ainda é adolescente, minha filha, você sabe, não é? No entanto, acabou dando uma trégua no final, e hoje, inclusive, é um ótimo avô, super carinhoso, apesar de continuar firme e forte na idéia de que o Júlio, engenheiro pra lá de bem sucedido, não passa de um menino bobão.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Artigo De Opinião: Modernidade
Vivemos numa época de ímpetos. E isto porque tudo aquilo que se veste, se ouve, se usa, tudo aquilo que se pensa e a real motivação pessoal da sociedade moderna é baseada em uma única coisa: o consumo extremo, frenético, desenfreado e excessivo. Consumo de qualquer coisa, com ou sem sentido, motivo, necessidade. E por que tudo isso?
Simples. Na sociedade atual existe uma certa “hierarquia econômica”, onde, acima de tudo e de todos nós, estão todas aquelas empresas privadas cheias da nota, que, para movimentar sua economia (do popular “encher seus bolsos”), vivem criando ídolos e personagens da mídia, que são em sua maioria (ou sempre) aprazíveis aos olhos de seu público-alvo.
Dessa maneira, o público-alvo se contenta com o que vê na TV, se comove com os descarados, digo, disfarçados apelos publicitários em forma humana e passa a fazer parte de todo o esquema bolado pelas empresas. Quando o bendito do público-alvo entra no jogo, as empresas tornam-se donas do dinheiro, já que depois de toda essa lavagem cerebral torna-se mais fácil se usar dos consumidores. Esses consumidores passam então a fazer exatamente aquilo que elas querem: pagam absurdos em coisas inúteis, tornando-se verdadeiros out doors humanos, fazendo mais e mais e mais propaganda e alimentando mais e mais e mais um circulo vicioso extremamente consumista, onde quem tem o poder de compra não é nem de longe o consumidor.
Simples. Na sociedade atual existe uma certa “hierarquia econômica”, onde, acima de tudo e de todos nós, estão todas aquelas empresas privadas cheias da nota, que, para movimentar sua economia (do popular “encher seus bolsos”), vivem criando ídolos e personagens da mídia, que são em sua maioria (ou sempre) aprazíveis aos olhos de seu público-alvo.
Dessa maneira, o público-alvo se contenta com o que vê na TV, se comove com os descarados, digo, disfarçados apelos publicitários em forma humana e passa a fazer parte de todo o esquema bolado pelas empresas. Quando o bendito do público-alvo entra no jogo, as empresas tornam-se donas do dinheiro, já que depois de toda essa lavagem cerebral torna-se mais fácil se usar dos consumidores. Esses consumidores passam então a fazer exatamente aquilo que elas querem: pagam absurdos em coisas inúteis, tornando-se verdadeiros out doors humanos, fazendo mais e mais e mais propaganda e alimentando mais e mais e mais um circulo vicioso extremamente consumista, onde quem tem o poder de compra não é nem de longe o consumidor.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Argila É Cancerígena.
O homem aranha tem um chapéu de palha que, se ingerido sem o auxílio de uma porção de batatinhas irlandesas, pode causar problemas gastro-intestinais.
Além disso, os smurfs tinham o poder de voar com seus corséis azuis e vermelhos, que é a cor do time de volei da escola do batman. No entanto, os dinossauros tinham uma banda de rock. Reza a lenda que alguns deles tocavam melhor que o Keith Moon.
Moon é um apelido para as luzes que podemos ver no fundo do lago ness, na escócia. Dizem que além de um dinossaurinho dóssil e meigo, há neste lago um bando de crocodilos ferozes que ganham a vida como agentes secretos da Microsoft.
Aliás, Microsoft significa Mycroft com "I", "S" e "O", o que, juntando tudo, significa: O irmão de Sherlock Holmes, testado e aprovado pelo rigoroso sistema de qualidade "ISO". Mas isto é só um pequeno detalhe, posto que as aves de borracha eletromagnética do sudoeste da frança não gostam muito de comer macarrão.
Além disso, os smurfs tinham o poder de voar com seus corséis azuis e vermelhos, que é a cor do time de volei da escola do batman. No entanto, os dinossauros tinham uma banda de rock. Reza a lenda que alguns deles tocavam melhor que o Keith Moon.
Moon é um apelido para as luzes que podemos ver no fundo do lago ness, na escócia. Dizem que além de um dinossaurinho dóssil e meigo, há neste lago um bando de crocodilos ferozes que ganham a vida como agentes secretos da Microsoft.
Aliás, Microsoft significa Mycroft com "I", "S" e "O", o que, juntando tudo, significa: O irmão de Sherlock Holmes, testado e aprovado pelo rigoroso sistema de qualidade "ISO". Mas isto é só um pequeno detalhe, posto que as aves de borracha eletromagnética do sudoeste da frança não gostam muito de comer macarrão.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Nonsense VI
-Papai, eu estou preocupado. Tem uma coisa aqui na minha boca.
-Ah, sim, são só palavras querendo sair. Bote pra fora, sem medo.
-Tem certeza?
-Claro. Por que eu não teria? Eu tenho muitas coisas. Vou procurar aqui para você.
Pronto, aqui está. Umas gotinhas de certeza, e aproveite, porque nesse frasquinho também tem um chá de desinfetante para limpar a garganta de palavras que não querem sair.
-Oba! Adoro isto!
-Então, tome logo, e bote estas palavras pra fora, menino!
-Sim, sim.
(glub, glub, glub...)
-E então, Sente-se melhor?
-Claro! Afinal, o átomo de esternocleidomastóideo, é inconstitucionalíssimamente obsoleto aos poliaminoácidos de dipropionato de beclometasona, que é inerte a acetilcisteína e claritromicina, já que os otorrinolaringologistas recomendam que se faça pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose pelo menos duas vezes por dia, com acompanhamento de Tetrabromometacresolsulfonoftaleína...
-Ah, sim, são só palavras querendo sair. Bote pra fora, sem medo.
-Tem certeza?
-Claro. Por que eu não teria? Eu tenho muitas coisas. Vou procurar aqui para você.
Pronto, aqui está. Umas gotinhas de certeza, e aproveite, porque nesse frasquinho também tem um chá de desinfetante para limpar a garganta de palavras que não querem sair.
-Oba! Adoro isto!
-Então, tome logo, e bote estas palavras pra fora, menino!
-Sim, sim.
(glub, glub, glub...)
-E então, Sente-se melhor?
-Claro! Afinal, o átomo de esternocleidomastóideo, é inconstitucionalíssimamente obsoleto aos poliaminoácidos de dipropionato de beclometasona, que é inerte a acetilcisteína e claritromicina, já que os otorrinolaringologistas recomendam que se faça pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose pelo menos duas vezes por dia, com acompanhamento de Tetrabromometacresolsulfonoftaleína...
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